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MATERIAL DIDÁTICO DE ANATOMIA
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COMO ESCOLHER O MATERIAL DE ANATOMIA SEGUNDO O QUE PRETENDE ESTUDAR
Escolher bem o material didático de anatomia depende sobretudo do conteúdo que pretende trabalhar na sala de aula. Não é a mesma coisa explicar órgãos internos, estudar o esqueleto, compreender a estrutura de uma célula ou mostrar um sistema completo de forma geral. Quando o recurso é escolhido segundo o objetivo didático e o nível educativo, torna-se mais fácil tornar a explicação mais visual, mais clara e mais fácil de reter.
| O que pretende estudar | Recurso mais útil | Quando se adequa melhor | O que lhe proporciona |
|---|---|---|---|
| Órgãos e estrutura interna | Modelos de órgãos do corpo humano | Quando interessa trabalhar peças concretas como o coração, ouvido, olho, fígado, estômago ou cérebro. | Permite explicar melhor a forma, localização e função de cada órgão com uma referência visual muito mais clara. |
| Relação entre órgãos e sistemas | Torsos humanos | Quando a prática exige ver como se organizam diferentes órgãos dentro do corpo. | Ajuda a compreender melhor a disposição anatómica e a relação entre aparelhos e sistemas. |
| Sistema ósseo e ossos concretos | Modelos do sistema ósseo | Quando quer estudar o esqueleto completo, o crânio ou estruturas ósseas concretas. | Torna mais visual a aprendizagem de ossos, articulações e referências anatómicas básicas. |
| Célula, mitose e meiose | Modelos celulares e processos biológicos | Quando o conteúdo se centra em biologia celular, reprodução celular e estrutura da célula. | Facilita a explicação de conceitos que em 2D costumam ser mais abstratos ou difíceis de imaginar. |
| Apoio visual geral na sala de aula | Lâminas de anatomia | Quando procura um recurso visual rápido para acompanhar explicações ou rever sistemas completos. | Permite reforçar o conteúdo de forma imediata e visível para toda a turma. |
| Recursos mais interativos | Material anatómico com foco visual ou tecnológico | Quando interessa captar a atenção dos alunos com formatos mais dinâmicos e participativos. | Proporciona variedade didática e ajuda a abordar a anatomia de forma mais atrativa. |
Órgãos e estrutura interna
Recurso mais útil
Modelos de órgãos do corpo humano.
Quando se adequa melhor
Quando interessa trabalhar peças concretas como o coração, ouvido, olho, fígado, estômago ou cérebro.
O que lhe proporciona
Permite explicar melhor a forma e função de cada órgão.
Relação entre órgãos e sistemas
Recurso mais útil
Quando se adequa melhor
Quando a prática exige ver como se organizam diferentes órgãos dentro do corpo.
O que lhe proporciona
Ajuda a compreender melhor a disposição anatómica geral.
Sistema ósseo e ossos concretos
Recurso mais útil
Modelos do sistema ósseo.
Quando se adequa melhor
Quando quer estudar o esqueleto completo, o crânio ou estruturas ósseas concretas.
O que lhe proporciona
Torna mais visual a aprendizagem de ossos e articulações.
Célula, mitose e meiose
Recurso mais útil
Modelos celulares e processos biológicos.
Quando se adequa melhor
Quando o conteúdo se centra em biologia celular e reprodução celular.
O que lhe proporciona
Facilita a explicação de conceitos abstratos de forma muito mais visual.
Apoio visual geral na sala de aula
Recurso mais útil
Quando se adequa melhor
Quando procura um recurso visual rápido para acompanhar explicações ou rever sistemas completos.
O que lhe proporciona
Reforça o conteúdo de forma imediata para toda a turma.
Recursos mais interativos
Recurso mais útil
Material anatómico com foco visual ou tecnológico.
Quando se adequa melhor
Quando interessa captar a atenção dos alunos com formatos mais dinâmicos e participativos.
O que lhe proporciona
Proporciona variedade didática e uma explicação mais atrativa.
O QUE MUDA SEGUNDO O NÍVEL EDUCATIVO
Nem todas as fases educativas necessitam do mesmo tipo de modelo anatómico nem do mesmo nível de detalhe. À medida que avança o ano letivo, a profundidade da explicação, o nível de desmontagem e a capacidade de relacionar estruturas e sistemas costumam ganhar mais importância.
Ensino Básico e primeiros anos
Nestas fases costuma funcionar melhor o material visual, manipulável e fácil de interpretar. Aqui adequam-se especialmente bem os torsos simples, os esqueletos básicos, as lâminas, murais e outros recursos que ajudam a reconhecer partes do corpo e sistemas principais de forma clara.
3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário
No ensino secundário já faz mais sentido trabalhar com modelos que permitam aprofundar um pouco mais em órgãos, aparelhos e estruturas concretas. Aqui revelam-se especialmente úteis os modelos de coração, olho, ouvido, cérebro, pele ou célula, assim como recursos que ajudem a compreender melhor a relação entre forma e função.
Ensino Pré-Universitário e conteúdos mais específicos
Em níveis mais avançados costuma interessar um maior nível de detalhe, modelos desmontáveis e recursos que permitam explicar melhor sistemas concretos, anatomia aplicada, reprodução, sistema nervoso ou processos celulares como a mitose e a meiose.
Antes de comprar, convém pensar não só na peça, mas também no tipo de explicação que quer apoiar e no nível de profundidade de que os alunos necessitam.
O QUE TER EM CONTA ANTES DE COMPRAR
Para acertar melhor na compra, convém olhar para além do nome do produto. O importante é pensar no conteúdo que pretende trabalhar, como o vai explicar e que formato se adequa melhor à sua sala de aula.
- Comece pelo conteúdo, não pela peça. Uma aula sobre órgãos internos não necessita do mesmo que uma explicação sobre o sistema ósseo, a célula ou a reprodução.
- Avalie o nível de detalhe. Nalguns anos letivos bastam modelos claros e gerais; noutros interessa mais a desmontagem, a ampliação ou a representação interna.
- Pense no formato mais útil. Às vezes compensa um torso para uma visão global; outras vezes, um órgão individual ou uma lâmina mural ajudam mais.
- Tenha em conta o manuseamento na sala de aula. Se o material vai passar por muitas mãos, convém dar prioridade a recursos visuais, robustos e fáceis de usar.
- Procure apoio para a explicação real. O melhor recurso nem sempre é o mais complexo, mas sim o que melhor ajuda a compreender o conteúdo que vai trabalhar.
RECURSOS VISUAIS E APOIOS DIDÁTICOS: QUANDO VALEM A PENA
Nem todo o material anatómico tem de ser um grande modelo tridimensional. Em muitos casos, os recursos visuais complementares são os que melhor ajudam a fixar ideias e a tornar a explicação mais acessível.
Lâminas
Quando precisa de apoio visual constante
As lâminas anatómicas funcionam muito bem como reforço permanente na sala de aula. Ajudam a rever sistemas, estruturas e partes do corpo sem depender sempre do modelo físico.
Modelos ampliados
Quando interessa destacar detalhes difíceis de ver
Modelos como o olho, ouvido, pele ou célula revelam-se muito úteis quando o tamanho real não permite apreciar bem as suas partes e precisa de uma representação mais clara para toda a turma.
Formatos interativos
Quando procura uma explicação mais dinâmica
Os recursos com foco mais visual ou tecnológico podem ajudar a captar melhor a atenção dos alunos e a apresentar a anatomia de uma forma mais participativa e memorável.
PERGUNTAS FREQUENTES
Quando procura uma visão global do corpo, costumam ser muito úteis os torsos humanos, os esqueletos e as lâminas anatómicas. Ajudam a situar estruturas e a explicar melhor a relação entre órgãos e sistemas.
Depende do objetivo. O torso adequa-se melhor quando pretende explicar a organização geral do corpo. Um órgão individual costuma ser mais útil quando a aula se centra numa estrutura concreta e nos seus detalhes anatómicos.
No Ensino Básico costumam funcionar melhor os recursos visuais e fáceis de manipular, como torsos simples, miniesqueletos, lâminas murais e modelos claros que ajudem a identificar partes do corpo e sistemas básicos.
Servem para tornar muito mais visuais conceitos de biologia celular que num plano costumam ser abstratos. Ajudam a compreender melhor a estrutura da célula e processos como a divisão celular.
Sim, porque funcionam como apoio visual constante e ajudam a reforçar explicações gerais ou revisões. São um complemento muito útil mesmo quando já se trabalha com modelos tridimensionais.