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Equipos para prácticas de ciencias
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COMO ESCOLHER OS EQUIPAMENTOS PARA PRÁTICAS DE CIÊNCIAS SEGUNDO A DISCIPLINA
Escolher bem um equipamento para práticas de ciências depende menos do nome do produto e mais do tipo de fenómeno ou conteúdo que pretende trabalhar. Não é a mesma coisa montar circuitos, estudar luz e lentes, preparar uma prática de química ou trabalhar experiências mais guiadas com kits individuais. Quando escolhe o material segundo a disciplina, o tipo de experiência e o ano letivo, torna-se mais fácil tirar o máximo partido na sala de aula e ajustar a compra às suas necessidades reais.
| O que pretende trabalhar | Equipamento mais útil | Quando se adequa melhor | O que lhe proporciona |
|---|---|---|---|
| Práticas completas e guiadas | Kits para práticas | Quando procura um formato mais fechado, individual ou fácil de preparar para os alunos. | Ajuda a organizar melhor a prática e a trabalhar com todo o material reunido num só conjunto. |
| Circuitos, corrente e ímanes | Conjuntos de eletricidade e magnetismo | Quando pretende explicar circuitos, magnetismo, motores ou fenómenos elétricos de forma experimental. | Permite montar experiências muito visuais e trabalhar conceitos-chave passo a passo. |
| Luz, lentes e fenómenos óticos | Conjuntos de ótica | Quando a prática se centra em reflexão, refração, espetros, lentes ou bancos óticos. | Facilita a compreensão de fenómenos que na teoria podem ser mais abstratos. |
| Experiências de física geral | Conjuntos de mecânica, termologia e outras práticas de física | Quando interessa trabalhar forças, movimento, energia, temperatura ou mudanças físicas. | Torna mais fácil relacionar a teoria com observações e medições reais. |
| Práticas de química e técnicas de laboratório | Conjuntos de química, separação e material experimental | Quando o objetivo é preparar reações, separar misturas ou trabalhar procedimentos de laboratório. | Permite estruturar melhor a prática e trabalhar com materiais pensados para uso educativo. |
| Biologia, geologia e ciências aplicadas | Conjuntos e recursos para práticas específicas por área | Quando a disciplina exige experiências ligadas ao meio ambiente, à saúde, à Terra ou à observação de processos biológicos. | Amplia o tipo de práticas que se podem realizar para além da física e da química. |
Práticas completas e guiadas
Equipamento mais útil
Quando se adequa melhor
Quando procura um formato mais fechado, individual ou fácil de preparar para os alunos.
O que lhe proporciona
Ajuda a organizar melhor a prática e a trabalhar com todo o material reunido num só conjunto.
Circuitos, corrente e ímanes
Equipamento mais útil
Quando se adequa melhor
Quando pretende explicar circuitos, magnetismo, motores ou fenómenos elétricos de forma experimental.
O que lhe proporciona
Permite montar experiências muito visuais e trabalhar conceitos-chave passo a passo.
Luz, lentes e fenómenos óticos
Equipamento mais útil
Quando se adequa melhor
Quando a prática se centra em reflexão, refração, espetros, lentes ou bancos óticos.
O que lhe proporciona
Facilita a compreensão de fenómenos óticos de forma muito mais visual.
Experiências de física geral
Equipamento mais útil
Conjuntos de mecânica, termologia e outras práticas de física.
Quando se adequa melhor
Quando interessa trabalhar forças, movimento, energia, temperatura ou mudanças físicas.
O que lhe proporciona
Torna mais fácil relacionar a teoria com observações e medições reais.
Práticas de química e técnicas de laboratório
Equipamento mais útil
Conjuntos de química, separação e material experimental.
Quando se adequa melhor
Quando o objetivo é preparar reações, separar misturas ou trabalhar procedimentos de laboratório.
O que lhe proporciona
Permite estruturar melhor a prática e trabalhar com materiais pensados para uso educativo.
Biologia, geologia e ciências aplicadas
Equipamento mais útil
Conjuntos e recursos para práticas específicas por área.
Quando se adequa melhor
Quando a disciplina exige experiências ligadas ao meio ambiente, à saúde, à Terra ou a processos biológicos.
O que lhe proporciona
Amplia o tipo de práticas que se podem realizar para além da física e da química.
O QUE MUDA SEGUNDO O NÍVEL EDUCATIVO
Nem todas as fases necessitam do mesmo tipo de equipamento nem do mesmo nível de complexidade experimental. À medida que avança o ano letivo, a autonomia dos alunos, a precisão que se procura na prática e a especialização do material costumam aumentar.
Ensino Básico e primeiros anos
Nestas fases costumam funcionar melhor as práticas muito visuais, fáceis de montar e pensadas para manipular sem complicar demasiado o processo. Aqui enquadram-se especialmente bem experiências como o kit de Ensino Básico de estados da matéria, muito útil para trabalhar mudanças físicas de forma simples, ou o kit de Ensino Básico de eletricidade, pensado para introduzir circuitos básicos, componentes e usos da eletricidade de uma forma muito guiada.
3º Ciclo do Ensino Básico e Secundário
No ensino secundário ganha mais importância o trabalho com equipamentos que permitem comprovar leis, montar experiências mais estruturadas e relacionar melhor a teoria com a prática. Aqui são muito típicas propostas como o kit de ótica geométrica, orientado para a propagação da luz, sombra, penumbra e outros fenómenos óticos, ou o kit de estudo de química para o ensino secundário, muito útil para trabalhar reações, soluções e práticas de química escolar com um formato mais organizado.
Ensino Pré-Universitário e práticas mais específicas
Em níveis avançados costuma interessar um material mais concreto e mais ajustado a práticas habituais de Física, Química ou Biologia. Aqui enquadram-se muito bem experiências como o kit de determinação do grupo sanguíneo, uma das práticas mais habituais e procuradas em Biologia, ou o conjunto de decomposição e composição da luz, muito útil para trabalhar ótica e espetro luminoso com maior profundidade.
Antes de comprar, convém pensar não só na disciplina, mas também no ano letivo, no tipo de prática que vai realizar e se necessita de uma montagem muito guiada ou de uma experiência mais aberta e específica.
KIT COMPLETO OU MATERIAL AVULSO: O QUE LHE CONVÉM
Esta é uma das dúvidas mais habituais ao equipar práticas escolares. A melhor opção depende de se pretende uma solução fechada para começar a trabalhar de imediato ou se prefere montar a prática com mais flexibilidade a partir de equipamentos e acessórios concretos.
Quando compensa mais um kit completo
Os kits para práticas revelam-se especialmente úteis quando procura uma experiência mais guiada, mais fácil de organizar e com todo o material reunido. São uma boa opção quando o tempo de preparação importa ou quando pretende facilitar o trabalho individual ou em grupos com um formato já resolvido.
Quando faz mais sentido trabalhar com equipamentos ou acessórios em separado
O material avulso pode adequar-se melhor quando já possui parte do equipamento, precisa de repor componentes ou prefere montar práticas concretas com maior liberdade. Também se revela útil quando o laboratório trabalha conteúdos muito específicos e não precisa sempre de um kit fechado.
E quando convém combinar ambas as opções
Em muitas escolas, a solução mais prática é combinar kits fechados para certas atividades com equipamentos e acessórios complementares para ampliar as possibilidades ou adaptar melhor cada prática ao ano letivo e à disciplina.
O QUE TER EM CONTA ANTES DE COMPRAR
Para acertar melhor na compra, convém olhar para além do nome do equipamento. O importante é pensar na prática que vai realizar, como a vai organizar e que formato se adequa melhor à sua sala de aula ou laboratório.
- Comece pela experiência, não pelo aparelho. Uma prática de circuitos não necessita do mesmo que uma de ótica, química ou biologia aplicada.
- Avalie se precisa de um formato guiado ou mais aberto. Um kit completo pode poupar muito tempo; o material avulso oferece mais margem de adaptação.
- Pense no ano letivo e na autonomia dos alunos. Quanto mais inicial for a fase, mais convém simplificar a montagem e a preparação.
- Tenha em conta o número de alunos e o método de trabalho. Não é a mesma coisa preparar uma demonstração para toda a turma e trabalhar em grupos ou com kits individuais.
- Verifique a continuidade do material no tempo. Por vezes compensa escolher recursos que permitam repor, ampliar ou reutilizar componentes à medida que o laboratório evolui.
PERGUNTAS FREQUENTES
Um kit costuma apresentar a prática num formato mais fechado e organizado, com o material já reunido para trabalhar de forma guiada. Um conjunto de experimentação pode oferecer mais liberdade para montar práticas concretas ou ampliar o laboratório por áreas.
No 1º e 2º Ciclo costuma funcionar melhor o material mais visual e fácil de utilizar. No 3º Ciclo e Secundário ganham mais peso os equipamentos por disciplina e as práticas mais guiadas. No Ensino Pré-Universitário costuma interessar material mais específico e adaptável a conteúdos mais complexos.
Depende da situação. Um conjunto completo pode ser mais prático quando parte do zero ou quer poupar tempo de preparação. Repor acessórios faz mais sentido quando já possui uma base de material e apenas necessita de completar ou manter o equipamento.
Os conjuntos de ótica permitem trabalhar conteúdos como reflexão, refração, lentes, espetros ou bancos óticos, consoante o nível e o tipo de montagem que se pretende realizar na sala de aula.
Em muitos casos sim, especialmente quando são pensados para um trabalho escolar mais guiado. Isso torna-os numa opção muito prática para preparar a atividade com mais rapidez e clareza.